domingo, 28 de fevereiro de 2010

Datafolha: Dilma cresce e encosta em Serra





Dilma cresce e encosta em Serra na disputa pela Presidência, diz Datafolha

Ministra sobe cinco pontos em cenário com Ciro Gomes (PSB-CE). Tucano segue na liderança, mas perde vantagem em todos os cenários.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27) mostra queda na diferença entre os pré-candidatos do PSDB, o governador paulista, José Serra, e do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial.

O levantamento, publicado na edição de domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta Serra com 32% das intenções de voto; Dilma Rousseff, com 28%; o deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, com 12%; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC), com 8%. Na mostra anterior do Datafolha, divulgada em dezembro de 2009, Serra tinha 37%; Dilma 23%; Ciro 13%; e Marina 8%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Do total de entrevistados (2.623), 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, Serra tem 38%, Dilma vai a 31% e Marina Silva fica com 10% das intenções de voto. Na pesquisa de dezembro de 2009, o tucano tinha 40%, Dilma registrava 31% e Marina tinha 11%.

No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%. O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 25%; seguido de Dilma com 23%; Ciro, com 21%; Aécio, com 20%; e Marina, com 19%.

A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha.


Fonte G1

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cracolândia de São Paulo em atividade um dia depois da operação policial


Um dia após operação, usuários e traficantes voltam à Cracolândia

Na ação policial desta quinta-feira, suspeitos de tráfico foram presos. Operação gerou mal estar entre a Secretaria da Saúde e a Polícia Civil.

A operação realizada nesta quinta-feira (25) para retirar traficantes e usuários de drogas da Cracolândia, no Centro de São Paulo, gerou mal estar entre a Secretaria Municipal da Saúde e a Polícia Civil. E, nesta sexta-feira (26), a situação na região não mudou muito depois da ação policial. Nem bem amanheceu o dia e vendedores e consumidores de crack estavam de volta.


Durante a tarde desta sexta, policiais militares e guardas-civis metropolitanos faziam patrulhamento na Cracolândia. Mas isso não foi suficiente para tirar usuários de drogas e traficantes da região. Na Alameda Barão de Piracicaba, um homem separava as pedras e passava para os intermediários. Dezenas de pessoas se concentravam nas calçadas e só iam embora com a chegada da polícia.

Na operação desta quinta, suspeitos de tráfico foram presos. E os usuários, levados para um posto da Prefeitura. Como não havia agentes de saúde no local, todos voltaram às ruas. O secretário municipal de Saúde, Januário Montone, divulgou uma nota dizendo que a operação policial foi feita sem planejamento conjunto e classificou a ação de “espetáculo pirotécnico”.

“O que nós precisamos é resolver o problema da população e não se ter vaidade, quem fez ou quem deixou de fazer”, respondeu Aldo Galiano Júnior, delegado responsável pela operação. O secretário explicou nesta sexta-feira (26) o que quis dizer com a nota. “O fato de um conjunto grande de usuários terem sido colocados ali naquela área que, inclusive, é gradeada gerou uma imagem absolutamente negativa. Isso que eu me referi quando disse espetáculo pirotécnico, não a ação policial”, afirmou.

O prefeito Gilberto Kassab disse que faltou integração entre as áreas envolvidas. “Uma ação importante, bem realizada, bem executada, mas que pecou nessa falta de integração entre a Secretaria da Saúde e a Polícia Civil, mas nada que não possa ser corrigido”, disse.

A Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria Municipal de Saúde informaram, em nota conjunta, que realizaram uma reunião na tarde desta sexta e discutiram como os problemas desta quinta podem ser evitados.


Fonte: G1 e SPTV

Estatística de Policiais Mortos e Baleados em 2009















O ano de 2009 terminou com 187 policiais fluminenses sendo alvos de atentados. A estatística fechou com 98 PMs mortos, 12 PCs mortos, 70 PMs baleados, 6 PCs baleados e 1 PRF baleado. Dos 187 policiais, 64 estavam de serviço: 20 morreram.

Adotados pelo tráfico







Os "paizões"















Crianças monitoram trânsito por pedras de crack


Viciado interrompe o tráfego para o bonde do tráfico armado passar / Foto de Pablo Jacob

Os viciados interrompem o trânsito e apavoram os motoristas. Os carros param e o bonde passa. Como pagamento, os craqueiros ou cracudos, como são chamados no encontro da Avenida dos Democráticos com a Dom Helder Câmara, recebem algumas pedras. Os traficantes as jogam no chão e as crianças protagonizam uma disputa violenta por cada pedaço de crack.


Clique aqui e veja a fotogaleria dos traficantes e seu arsenal de fuzis

A morte em vida causada pela droga impede uma boa estimativa quanto à idade dos usuários. Parecem ter de 10 a 15 anos, mas podem ser mais ainda mais novos e estarem envelhecidos pela pedra. Um dos viciados exagera no trago e procura apoio no poste e na barraca de X-Tudo. O jovem cambaleia, tenta resistir ao efeito do crack, mas é vencido. Ele senta no meio fio do comércio e se abaixa. Desiste de lutar.

Jovem é vencido pelo crack / Foto de Pablo Jacob

A campana do EXTRA na esquina do medo também flagrou uma boca de fumo, com bandidos vendendo crack, cocaína e maconha, na Democráticos. Vans e táxis param no local para comprar a droga. A negociação acontece pelo vidro ou na calçada, depois do desembarque dos viciados. Os craqueiros disputam os carros quase a tapa. A cada dez minutos, taxistas deixam pessoas que vão para o interior do Jacarezinho e de Manguinhos. O horário de entrada pode ser marcado, mas ninguém sabe quando ou se vai sair.


Clique e veja a fotogaleria com os usuários de crack


Craqueiro 'fiscaliza' o trânsito da Dom Helder Câmara / Foto de Pablo Jacob

Leia tudo sobre o caso:

Entre Manguinhos e o Jacarezinho, quem manda é o tráfico

Freada brusca na frente de traficantes pode acabar em tragédia

Em dias de baile, movimento de traficantes e táxis aumenta na favela

PM sabia, mas não acabou com o terror no Jacarezinho

UPP e Cidade da Polícia são resposta para tráfico do Jacarezinho

Jacarezinho: traficantes são ídolos de crianças na esquina do medo

Apreensões de armas caem 25%

Deputado critica falta de UPPs na Zona Norte


Fonte Jornal Extra

STJ mantém condenação contra Mainardi por difamação a Paulo Henrique Amorim





















Charge Guz


STJ mantém condenação contra Mainardi por difamação a Paulo Henrique Amorim



O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus apresentado por Maurício Ramos Thomaz em favor do jornalista Diogo Mainardi. Apesar de não ser o representante constituído por Mainardi, ele tentava obter o reconhecimento de prescrição de pena imposta pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSD) contra o jornalista. Ele está sendo processado pelo também jornalista Paulo Henrique Amorim, por supostos crimes de injúria e difamação.

No habeas corpus analisado pela Sexta Turma, Maurício Ramos Thomaz invocou a chamada “tese da prescrição retroativa”. Alegou que teria transcorrido o prazo de “mais que o dobro da pena aplicada, a saber, seis meses” entre a data do recebimento da queixa (11 de dezembro de 2006) e o julgamento da apelação que o condenou (18 de agosto de 2008). A condenação do TJSP foi de três meses e 15 dias de detenção.

A Sexta Turma acompanhou por unanimidade o voto do relator, desembargador convocado Celso Limongi. Ele esclareceu que é preciso identificar a lei aplicável ao caso, ou seja, se a prescrição deve ser calculada de acordo com as regras do Código Penal ou nos moldes da Lei de Imprensa (Lei n. 5.250/1967), norma em que se baseou a queixa apresentada contra Mainardi.

De acordo com o relator, como o TJSP condenou o jornalista baseado no Código Penal (artigos 139 e 140), a prescrição da pena imposta deve ser calculada segundo os critérios estabelecidos nessa lei. Sendo assim, só estaria prescrita a punição com o transcurso de dois anos.

HC 1158071

Fonte: STJ

Viver é uma ciência. 7% e muita sabedoria , de Regina Brett




















Regina Brett

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que
a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi"

Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno ..

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34.. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.


Por Regina Brett


Recebido poe email.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Assassinar terroristas exilados não derrotará o Hamas


"Assassinar terroristas exilados não derrotará o Hamas"

Assassinar terroristas exilados não derrotará o Hamas, e impedir uma troca de prisioneiros não terá um impacto de longo termo na balança do poder dos territórios palestinos. As operações a la filmes de James Bond, que a mídia estrangeira atribui a Israel faz com que este país pareça um vizinho assassino e desvia a atenção para o espectro do apartheid que bate à porta. O artigo é de Akiva Eldar, do Haaretz.

Se Mahmoud al-Mabhouh estivesse preso numa prisão israelense, em vez de estrelando postumamente na mídia internacional, seu nome estaria na lista de prisioneiros que o Hamas exige em troca de Gilad Shalit. Ele quase com certeza seria um dos “arqui-terroristas” que Israel, para sua própria segurança, insiste em manter distante dos territórios palestinos depois de libertados, uma condição que o Hamas se recusa a aceitar. No ápice do imbróglio está o governo estadunidense, opondo-se vigorosamente à troca de prisioneiros, com base no argumento de que o sucesso do Hamas iria reforçar o prestígio da organização e lançar luz sobre a impotência do Fatah na direção da Autoridade Palestina.

Ainda assim, ambos os argumentos são totalmente enganosos, e deixam a descoberto a obtusidade e miopia prevalentes tanto em Jerusalem como em Washington. O manejo desenfreado e irresponsável de um soldado em apuros, enfraquecendo-se no cativeiro, é característico da política, ou da falta dela, para o destino de Israel como estado judeu e democrático.

O caso Mabbouh desligou o botão do argumento de que Israel estará mais seguro se os terroristas libertados forem exilados em Damasco, como parte de um acordo pela troca por Shalit. O imenso esforço feito para assassinar Mabbouh em Dubai e os riscos diplomáticos e de segurança – ambos certamente calculados – assumidos por quem quer que tenha sido são indicações do estado das coisas no mundo do terrorismo. Ocorre de o exílio poder ser uma estufa ideal para criar arqui-terroristas.

O Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, que deu ok para tentativa mal sucedida de matar Khaled Meshal em Amã, em 1997, deve ter entendido agora que é melhor manter à mão os mais perigosos e sofisticados prisioneiros que Israel liberta da prisão. Desta maneira, é mais fácil manter o controle sobre os seus rastros. Se um irmão de Mabbouh em voltando para casa depois de uma temporada na prisão fosse vingar essas más ações, nenhum embaixador israelense seria chamado a dar explicações no dia seguinte à sua eliminação.

Netanyahu tem consciência de que o Hamas tem rejeitado deportações do exterior. Não há chance de que essa posição venha a mudar num acordo futuro. A única explicação para a insistência de Israel em reforçar as fileiras das gangues de Meshal em Damasco com fome de vingança no exílio é que o primeiro ministro não quer pagar o preço pelo acordo.

A etiqueta do preço do maior acordo com os palestinos também se conhece há muito tempo. Ela foi marcada nos parâmetros de Clinton em 2000, na iniciativa árabe de paz em 2002, no mapa do caminho em 2003 e na declaração de Annapolis, em 2007. Todas essas tentativas propõem uma paz ampla, em troca do recuo às fronteiras de 1967, com no mínimo ajustes recíprocos de fronteiras e uma solução acordada para o problema dos refugiados. Na verdade, a tarifa tem sido a mesma desde a declaração da criação de um estado palestino independente pela OLP, em 1988.

Netanyahu também afirma que tem aceitado o princípio dos dois estados para dois povos. Mas depois de aceitá-lo, ele imediatamente se apressa para apresentar condições impossíveis. Ele exigiu que os palestinos reconheçam Israel como estado judeu e declarou que o lado leste de Jerusalém, o o “Bloco Ariel” (1) e o Vale do Jordão seriam anexados a Israel. Tendo escutado o que seu ministro da defesa diz ter oferecido a Yasser Arafat, e estando consciente do mapa que seu predecessor apresentou perante Mahmoud Abbas, fica difícil acreditar que o primeiro ministro pensa que pode encontrar um parceiro para o que ele tem em mente.

A obstinada resistência dos EUA a uma reconciliação entre Fatah e Hamas mostra que o presidente Barack Obama teme pelo futuro do campo pacifista palestino. Mas, em vez de mover o processo de paz em consonância com essa mesma obstinação, os Estados Unidos tem atacado o acordo sobre Shalit. Isso é muitíssimo mais fácil que pressionar Israel a transferir mais da área C (2) a Abbas, remove mais pedras no caminho e assegura que o congelamento na construção de assentamentos não é embuste.

Assassinar terroristas exilados não derrotará o Hamas, e impedir uma troca de prisioneiros não terá um impacto de longo termo na balança do poder dos territórios palestinos. O caminho correto para enfrentar o Hamas é criar uma política alternativa real a sua intransigente e violenta direção. Na ausência de alternativa assim, as operações a la filmes de James Bond, que a mídia estrangeira atribui a Israel faz com que este país pareça um vizinho assassino e desvia a atenção para o espectro do apartheid que bate à porta.

Tradução: Katarina Peixoto

(1) Segundo a ong Paz Agora www.peacenow.org , o termo Ariel Bloc “refere-se geralmente a uma área da Cisjordânia delimitada a leste por Ariel, ao norte pelo assentamento de Kedumim, ao noroeste pelo assentamento de Kamei Shomron e Ma'ale Shomron, e ao sul pelos assentamentos de Bet Arye e Ofarim. O 'bloco' resultante inclui também outros numerosos assentamentos: Nofim, Yaqir, Immanuel, Peduel, Alei Zahav, Brukhin, Barkan, Kiryat Netafim e Revava. Além disso, a área inclui ao menos 7 postos militares avançados ilegais construídos em sua maioria nos últimos anos. Deve se enfatizar que não há definição geográfica ou legal de um 'bloco de assentamentos'. Antes, o termo é uma maneira prática de descrever o resultado de uma política israelense de longa data de estabelecer assentamentos em cadeia em áreas contíguas próximas e, detpois, 'engrossar' os assentamentos com infraestrutura e construções para criar vários feixes de terra nos quais os assentamentos, e a infraestrutura ligando-os sejam características definidoras do entorno.

Contudo, diferentemente de outros assentamentos locaizados em grandes blocos – os quais estão geralmente próximos à linha verde – Ariel está localizado no coração da Cisjordânia. É por essa razão que os assentados têm gastado imensos recursos (especialmente depois da assinatura do Acordo de Oslo) para conectar Ariel com Israel e com outros assentamentos na área. Seu objetivo tem sido criar um bloco de assentamento suficientemente grande e suficientemente conectado a Israel que os assentamentos nele localizados seriam considerados imunes do dever de virem a ser evacuados. Ao mesmo tempo, eles têm trabalhado para conectar esse bloco com assentamentos distantes, na esperança de também imunizarem esses assentamentos de possíveis evacuações.” Para ler na íntegra: http://www.peacenow.org.il/site/en/peace.asp?pi=62&docid=1298 N.deT.

(2) Sobre a Área C, ver também: http://www.pazagora.org/impArtigo.cfm?IdArtigo=1143


Fonte Carta Maior

Pai recupera filho sequestrado pela ditadura, 32 anos depois


Avós recuperam 101° neto sequestrado pela ditadura


Sequestrada por militares argentinos, Silvia Mónica Quintela deu à luz no cativeiro e acabou assassinada no centro clandestino de detenção Campo de Maio. Seu marido, Abel Pedro Madariaga, conseguiu sobreviver à ditadura militar e, ao voltar do exílio, incorporou-se ao movimento das Avós da Praça de Maio para procurar seu filho. Encontrou-o há poucos dias. O 101° neto encontrado chama-se Francisco Madariaga Quintela. O responsável pela "adoção" da criança sequestrada, o capitão aposentado e ex-carapintada Victor Alejandro Gallo, foi preso sexta-feira.

A Associação das Avós da Praça de Maio apresentou nesta terça-feira (23) numa coletiva de imprensa, todos os detalhes que permitiram recuperar o neto 101, que durante mais de trinta anos foi privado de sua identidade por seus apropriadores. Francisco Madariaga Quintela é filho de Silvia Mónica Quintela, sequestrada e assassinada no centro clandestino de detenção Campo de Maio. Seu pai, Abel Pedro Madariaga, conseguiu sobreviver e, depois de voltar do exílio, uniu-se à Associação das Avós para iniciar pessoalmente a busca de seu filho, no que constitui um caso inédito neste tipo de investigação. Enquanto isso, o responsável pela "adoção", o capitão aposentado e ex carapintada Victor Alejandro Gallo foi detido na última sexta-feira.

Silvia Quintela foi sequestrada pela ditadura militar na manhã de 17 de janeiro de 1977, em Florida, província de Buenos Aires, quando estava grávida de 4 meses. Às 9 e meia da manhã, enquanto caminhava pela rua Hipólito Yrigoyen em direção à estação de trem para encontrar-se com uma amiga, foi rodeada por três veículos. Um grupo à paisana que pertencia ao Primeiro Corpo do Exército jogou-a-a num dos Ford Falcon e levou-a para um local desconhecido. Silvia era médica e tinha nesse momento 28 anos; dedicava parte de seu tempo à militância na Juventude Peronista e a cuidar de pessoas carentes numa clínica em Beccar, em Buenos Aires. Seu companheiro, Abel Madariaga, secretário de imprensa e difusão da organização Montoneros, foi testemunha, mas conseguiu escapar. Nessa mesma tarde, outro grupo invadiu a casa da mãe de Silvia e lá a comunicaram que ela tinha sido detida.

Exilado primeiro na Suécia, em 1980, e depois no México, Madariaga regressou temporariamente a Argentina em 1983, onde entrevistou vários sobreviventes do centro clandestino de detenção Campo de Mayo. Quando regressou permanentemente, uniu-se às Avós, ocupando o cargo de secretário, para encabeçar pessoalmente a busca pelo local de detenção de sua companheira.

Testemunhas forneceram informações sobre esse local e sobre a data de nascimento de seu filho, que depois foi "adotado". Beatriz Castiglione, sobrevivente do El Campito e companheira de detenção de Silvia, junto a outras grávidas, ratificou que a viu presa no Campo de Maio e lembrou que seu pseudônimo no centro clandestino era “Maria”. Então ela já estava no seu sétimo mês de gestação.

Outro testemunho chave foi o de Juan Carlos Scapati, com quem Quintela esteve detida. Na sua declaração, Scarpati afirmou que foi atendido pela médica numa lugar chamado Las Casitas – dentro do CCD Campo de Maio -, em virtude das feridas que lhe haviam causado quando o detiveram. O mesmo testemunho assegurou que Quintela deu à luz fora da sala de partos do El Campito, quando os partos começaram a se realizar com cesárias programadas no Hospital Militar do Campo de Maio. “Pude ficar algumas horas com ele”, comentou Silvia, ao reincorporar-se no dia seguinte, já sem seu bebê e com a promessa de seus raptores de entregá-lo a sua família.

O capitão do exército aposentado e ex-carapintada Victor Alejandro Gallo foi preso na sexta-feira passada, quando tomava conhecimento do resultado dos exames de DNA. Gallo é acusado agora de apropriação ilegal de um menor de idade; ele também tinha sido condenado a dez anos de prisão, em 1997, pela Câmara Penal de San Martin. Neste caso, foi julgado culpado dos delitos de roubo qualificado, porte de arma de guerra, privação ilegal da liberdade e coação, junto a outras duas pessoas que a Justiça condenou pelo chamado Massacre de Benavidez, ocorrido em 6 de setembro de 1994.

A coletiva de imprensa em que pai e filho se apresentaram juntos pela primeira vez ocorreu nesta terça. As Avós revelaram de que modo conseguiram recuperar a identidade do neto número 101, e a rede de cumplicidades que permitiu sua apropriação.

Leia abaixo o informe das Avós sobre o encontro de Francisco:

“Buenos Aires, 23 de fevereiro de 2010

Encontramos outro neto, o filho do Secretário das Avós da Praça de Maio

As Avós da Praça de Maio queremos comunicar que encontramos outro neto que durante mais de 32 ano viveu privado de sua identidade. Francisco Madariaga Quintela é filho de Silvia Mónica Quintela e Abel Pedro Madariaga, ambos militantes da organização Montoneros. Silvia foi sequestrada em 17 de janeiro de 1977 em Florida, Província de Buenos Aires, grávida de quatro meses. Seu companheiro Abel sobreviveu e partiu para o exílio. Em 1983, de volta a Argentina, empreendeu pessoalmente a busca de seu filho e se incorporou à Associação.

Silvia nasceu em 27 de novembro de 1948, na localidade de Punta Chica, comarca de San Fernando. Estudou medicina na Universidade de Buenos Aires (UBA) e, no momento de seu sequestro, estava terminando sua residência como cirurgiã no Hospital Municipal de Tigre. Foi detida em Florida, zona norte da Grande Buenos Aires, na interseção das ruas Hipólito Yrigoyen e as vias do Ferrocarril Mitre. Militava na Montoneros. Seus companheiros a conheciam como “Maria”.

Segundo testemunhos de sobreviventes, Silvia permaneceu no Centro Clandestino de Detenção “El Campito”, no Campo de Maio, e em julho de 1977 passou por uma cesária no Hospital Militar da dita guarnição. Silvia, de 28 anos, deu a luz a um menino, a quem – como desejava com seu companheiro – chamou de Francisco.

O caso de Silvia Quintela se soma aos de Norma Tato de Casariego e Beatriz Recchia de Garcia, desaparecidas grávidas do CCD “El Campito”, que também deram a luz no Hospital Militar e cujos filhos foram apropriados por repressores. Felizmente, os três casos foram resolvidos pelas Avós e a Justiça determinou a restituição da identidade dos jovens.

Abel nasceu em 7 de fevereiro de 1951, na cidade de Panamá, província de Entre Rios. Cursou agronomia na UBA até que foi expulso, com a intervenção do exército na Universidade. E, assim como Silvia, militava na coluna norte de Montoneros. Pouco depois do sequestro de sua companheira, exilou-se na Suécia, mais tarde no México, até que regressou ao país, em 1983. Desde então, integrou-se às Avós e com os anos se tornou coordenador das equipes técnicas, sendo atualmente secretário da instituição.

A busca familiar

As avós Sara Elena de Madariaga e Ernestina “Tina” Dallasta de Quintela se dedicaram à busca de Francisco durante a ditadura. As avós, junto a suas companheiras, escreveram e se aproximaram do Ministério Público o quanto puderam, mas, como em todos os casos, lhes fecharam as portas. Em 1983, de volta do exílio, Abel empreendeu a busca pessoalmente, então se incorporou ativamente às avós e foi encarregado de desenvolver grande parte das estratégicas de difusão das Avós para convocar os jovens que, como seu filho, tivessem dúvidas sobre sua identidade.

A Busca de Francisco

Francisco se aproximou das avós em 3 de fevereiro último, com o nome de Alejandro Ramiro Gallo, dizendo que acreditava ser filho de desaparecidos. Desde há muito tempo tinha dúvidas sobre sua identidade, e por isso decidiu perguntar à mulher que dizia ser “sua mãe” se tinha informações sobre sua origem. Foi então que a senhora Inés Susana Colombo confessou que o tinham trazido do Campo de Maio e que havia a possibilidade de ele ser filho de desaparecidos.

Com essa informação, Francisco decidiu aproximar-se das Avós para começar a sua busca. O jovem se apresentou acompanhado por Colombo, que disse que seu ex-marido, chamado Victor Alejandro Gallo, era oficial da inteligência do Exército argentino e que, no ano de 1977, lhe disse que havia um bebê abandonado no Hospital Militar do Campo de Maio, ao que ela teria respondido: “como ia deixar um bebê abandonado, que o tragam “(sic).

Colombo relatou que finalmente Gallo levou o bebê para a sua casa em 10 de julho de 1977, e acrescentou que o bebê ainda tinha o cordão umbilical, o que indicava que tinha nascido havia muito poucos dias.

Tanto Francisco como Colombo indicaram que Victor Gallo dispensava um trato violento a ambos, relatando minuciosamente diversas agressões físicas e psicológicas. Gallo, que trabalhava como oficial do exército durante a última ditadura, também conta na sua história ter sido membro do batalhão 601. Já na democracia participou do roubo de uma empresa financeira, na década de 80, e de um ato criminoso, no qual assassinou a uma família, que ficou conhecido como “O Massacre de Benavidez”, pelos quais foi condenado e esteve preso. A ficha corrida desse homem traz também sua participação nos “levantes carapintadas” ocorridos nos anos 80, entre outras coisas. Atualmente, até a sua detenção na última sexta-feira, trabalhava como empresário de uma empresa de segurança privada, sendo “dono” da empresa Lince Seguridad”.

Na entrevista, Colombo assinalou que, apesar de estar divorciada e de não guardar vínculo com Gallo, antes de ir às Avós da Praça de Maio ela o chamou para que lhe dizer que “Ramiro” estava duvidando de sua identidade. Casualmente, depois disso Francisco sofreu dois incidentes que vinculou às circunstâncias de que Gallo tinha se inteirado da busca iniciada.

O relato de Francisco e de Colombo fazia com que se suspeitasse de que se tratava de um filho de desaparecidos, pelo que, de imediato solicitaram à Comissão Nacional pelo Direito à Identidade (CONADI) que lhes concedessem uma agenda para a realização do exame de DNA. No dia seguinte, 4 de fevereiro, Francisco foi ao Banco Nacional de Dados Genéticos para deixar as primeiras mostras que lhe devolveram sua verdadeira identidade.

O Encontro

Na quarta-feira, 17 de fevereiro, a juíza Sandra Arroyo, do Juizado Federal N° 1 de San Isidro, chamou a Associação para que comunicasse ao secretário da instituição que tinham encontrado seu filho. Abel não se encontrava na capital, de modo que fomos atrás dele para contar-lhe; neste mesmo dia companheiros e pessoas queridas o esperavam na sede das Avós para abraçá-lo e acompanhá-lo neste momento que ele esperou por mais de 30 anos. Enquanto isso, Francisco se encontrava com integrantes das Avós, com quem desde que se aproximou da organização esteve em contato, para contê-lo e acompanhá-lo. Nesse momento, comunicaram-lhes o resultado e Francisco quis conhecer seu pai nas Avós.

Desde então, pai e ilho não deixam de estar juntos, compensando os anos roubados de vida e emocionando a todos os que participaram dessa luta. “Não podiam”, disse Francisco quando abraçou seu pai pela primeira vez. Esse é o ensinamento que nos traz cada restituição e nos enche de energia e esperanças para encontrar a todos os que faltam”.


Tradução: Katarina Peixoto


Fonte Carta Maior.

Calendário de vacinação contra a gripe H1N1 no Brasil


Adultos de 30 a 39 anos também serão vacinados contra nova gripe. Grupo não fazia parte do público-alvo da imunização. Campanha nacional de vacinação começa em 8 de março.

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (25), a inclusão dos adultos que têm entre 30 e 39 anos entre os grupos que receberão a vacina contra a gripe A (H1N1). A campanha de imunização, que começa no dia 8 de março, já incluía profissionais da saúde, povos indígenas, crianças pequenas, pessoas com problemas crônicos e jovens entre 20 e 29 anos de idade.

Esses grupos foram escolhidos por serem os mais vulneráveis ou os que apresentam sintomas mais graves quando são infectados pela vírus da nova gripe. O ministério não recomenda que pessoas fora desse público tomem a vacina.

A vacinação será gratuita e dividida em cinco etapas, conforme o público-alvo (veja tabela abaixo). O Ministério da Saúde tem 83 milhões de doses da vacina e estimava que seriam imunizadas 62 milhões de pessoas, mas o número será maior com a inclusão de mais uma faixa etária.

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE A (H1N1)
8 a 19 de março Profissionais da Saúde Médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica.
8 a 19 de março Povos indígenas População que vive em aldeias. A vacinação será realizada em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
22 de março a 2 de abril Gestantes Mulheres grávidas em qualquer período de gestação. As mulheres que engravidarem depois de 2 de abril podem tomar a vacina até 21 de maio.
22 de março a 2 de abril Pessoas com problemas crônicos com até 60 anos de idade Serão vacinadas as pessoas com os seguintes problemas:
• Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos);
• Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
• Asmáticos (formas graves);
• Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
• Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
• Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
• Diabetes mellitus;
• Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
• Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);
• Doença hematológica (hemoglobinopatias);
• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
• Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
• Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).
22 de março a 2 de abril Crianças entre seis meses e dois anos de idade. Elas devem receber meia dose da vacina e, depois de 21 dias, poderão tomar a outra meia dose.
5 a 23 de abril População de 20 a 29 anos Qualquer pessoa com essa idade.
24 de abril a 7 de maio Idosos com problemas crônicos (mais de 60 anos de idade). O período coincide com a vacinação de idosos para a gripe comum. Quando eles forem tomar a vacina, receberão também imunização contra o vírus influenza A (H1N1) caso tenham algum destes problemas:

• Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos);
• Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
• Asmáticos (formas graves);
• Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
• Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
• Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
• Diabetes mellitus;
• Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
• Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);
• Doença hematológica (hemoglobinopatias);
• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
• Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
• Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).
10 a 21 de maio População de 30 a 39 anos Qualquer pessoa com essa idade.

Tire suas dúvidas sobre a nova gripe

O calendário é o mesmo em todo o Brasil, e os locais de vacinação serão definidos pelas secretarias de saúde de cada estado. Para ser vacinado, é necessário pertencer a algum grupo indicado pelo ministério. É preciso levar ao posto de vacinação o RG e a carteirinha de vacinação. O medicamento é contra-indicado a quem tem alergia a ovo.


Fonte G1

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Dinamarca abre primeira clínica de distribuição gratuita de heroína do país


Local em Copenhague vai atender 300 dependentes em grau avançado. Associação criticou iniciativa, que obriga usuários a ir ao local diariamente.

A Dinamarca abriu nesta segunda-feira (22) em Copenhague sua primeira clínica de distribuição gratuita de heroína sob prescrição médica, após anos de debate, para ajudar um grupo de usuários com alto grau de dependência.

O país escandinavo une-se a Alemanha, Suíça, Holanda e Grã-Bretanha, que distribuem a droga a um número restrito de pessoas que continuam dependentes mesmo quando se submetem a terapias de substituição.

Em 2008, o Parlamento aprovou uma lei que autorizava a distribuição de heroína com receita médica.

Foto: AFP
Policial afegão acompanha queima de carregamento de ópio, a matéria prima da heroína, na cidade afegã de Herat, neste domingo (21). (Foto: AFP)

O programa é destinado a cerca de 300 pessoas (por volta de 1% dos usuários de drogas do país), para os quais a terapia com metadona não é suficiente.

"Nosso objetivo não é curar os viciados em heroína, mas sim ajudar os que não conseguem se contentar com a metadona proporcionando a eles heroína limpa, prevenindo doenças e evitando que caiam na criminalidade para conseguir" a droga, explicou à AFP Inger Nielsen, diretor da clínica.

A oferta de injeção intravenosa é para viciados em heroína "voluntários, enviados por um dos centros de desintoxicação com metadona" em Copenhague, segundo Nielsen.

Os voluntários serão, durante os primeiros 14 dias, tratados com metadona "para poder dosar a quantidade de heroína que eles devem receber", informou.

A associação de dependentes de drogas criticou esta iniciativa, que obriga as pessoas a irem ao centro duas vezes por dia para receberem suas doses.

"Isto equivale a viver como um zumbi, sem poder arranjar trabalho, estudar ou desfrutar de algum tempo livre", reclamou o presidente da associação, Joergen Kjaer.

Da AFP, em Copenhague

Emir Sader: quem era terrorista? José Agripino ou Dilma?


À falta de outros argumentos e propostas, com um mínimo de consistência, os opositores reiteram a imagem de “terrorista” de Dilma. Quem era terrorista: a ditadura militar ou os que lutávamos contra ela? Dilma estava entre estes, o senador José Agripino (do DEM, ex-PFL, ex-Arena, partido da ditadura militar), entre os outros.



Por Emir Sader, em seu blog

O golpe militar de 1964, apoiado por toda a imprensa (com exceção da Última Hora, que recebeu todo o peso da repressão da ditadura), rompeu com a democracia, a destruiu em todos os rincões do Brasil, e instaurou um regime de terror – que depois se propagou por todo o cone sul do continente, seguindo seu “exemplo”.

Diante do fechamento de todo espaço possível de luta democrática, grandes contingentes de jovens passaram à clandestinidade, apelando para o direito de resistência contra as tiranias, direito e obrigação reconhecidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Enquanto nos alinhávamos do lado da luta de resistência democrática contra a ditadura, os proprietários das grandes empresas de comunicação — entre eles os Frias, os Marinhos, os Mesquitas —, os políticos que apoiavam a ditadura — agrupados na Arena, depois PFL, agora DEM, como, entre tantos outros, o senador José Agripino —, grandes empresários nacionais e estrangeiros, se situavam do lado da ditadura, do regime de terror, da tortura, dos seqüestros, dos fuzilamentos, das prisões arbitrárias, da liquidação da democracia.

Quem era terrorista? Os que lutavam contra a ditadura ou os que a apoiavam? Os que davam a vida pela democracia ou os que se enriqueciam à sombra da ditadura e da repressão? Os que apoiavam e financiavam a Oban ou aqueles que, detidos arbitrariamente, eram vitimas da tortura nas suas dependências, fuzilados, desaparecidos?

Quem era terrorista? José Agripino ou Dilma? Os militares que destruíram a democracia ou os que a defendiam? Quem usava a picanha elétrica, o pau-de-arara, contra pessoas amarradas, ou quem lutava, na clandestinidade, contra as forças repressivas? Quem era terrorista: Iara Iavelberg ou Sergio Fleury? Quem estava do lado da Iara ou quem estava do lado do Fleury? Dilma ou Agripino? Quem estava na resistência democrática ou quem, por ação ou por omissão, estava do lado da ditadura do terror?

Tráfico ameaça a Cidade da Polícia. Mas é um coração que bate em corpo aparentemente morto...


Tráfico ameaça a Cidade da Polícia



Entrincheirada nos limites de sua nova sede em Manguinhos, Polícia Civil traça plano para retomar um terreno perdido



Rio, 24 de fevereiro de 2010 - Com uma mira a laser acoplada a uma pistola e uma caneta de luz, bandidos apontam em direção ao ponto mais alto da região. O terraço de observação incomoda os bandidos que dominam o Complexo de Manguinhos. Há dois meses, policiais civis se revezam em plantões de 24 horas para garantir a normalidade no local. Pelo menos dentro dos muros que cercam o terreno de 41,6 mil metros quadrados, no cruzamento das avenidas dos Democrático e Dom Hélder Câmara, que abrigará, até o fim do ano, a Cidade da Polícia, sede de quase todas as unidades de delegacias especializadas.
Foto: André Mourão / Agência O Dia

Para quem vive ao redor, ainda é cedo sonhar com dias de paz. Não há, por ora, perspectivas de instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) ali. Mas nessa relação impossível de convivência, é daquele ponto elevado que a Polícia Civil tenta traçar sua estratégia para retomar um território onde a cidade parece ter morrido, abandonada pelo Estado.

A situação é tensa. Quem se reveza na vigilância do local faz rondas a pé, em grupo, para impedir que os bandidos invadam. O que acontece da porta para fora, pelo menos por enquanto, não há como controlar ou impedir. Viciados em crack estão por toda a extensão da avenidas. Catam lixo, gritam, consomem drogas. Uma das bocas de fumo funciona do outro lado da rua, 30 metros adentro.

O entra e sai de viciados impressiona. Jovens, velhos, taxistas. Um motorista de Kombi para no acesso. Deixa os passageiros esperando por 2 minutos e 13 segundos. É o tempo que leva para comprar o que queria e seguir viagem. Duas jovens não se preocupam em consumir fora dali. Uma delas prepara o pó, no meio da rua, e cheira a cocaína na calçada.

Não existe preocupação com os homens da lei. Os policiais civis estão confinados dentro da sede que precisam proteger: “Trazemos alguma coisa para comer, fazemos churrasco aqui dentro, porque não tem como ficar saindo de madrugada. É uma situação arriscada demais”, admite um inspetor.

A Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento nas ruas, também ignora a área. Durante toda a noite, nenhuma viatura passou. Raros também são carros de passeio. Como só quem se aproxima são viciados, os bandidos também ficam à vontade. “Vai morrer aí na laje, verme safado!”, grita um deles, provocando os agentes.

O ponto de observação da polícia não é novidade para ninguém em Manguinhos. E a intimidação vem em forma de tiros de balas traçantes (que colorem o céu) disparadas para o alto vez por outra.

Área, por enquanto, é dos criminosos

Além da mira a laser da pistola, outro feixe de laser é usado pelos bandidos. Binóculos já estão espalhados por toda parte da favela. E os olheiros fazem questão de acenar e mostrar que estão atentos aos movimentos da polícia. Com um fuzil AR-15 na mão, um criminoso usa a luneta para observar a torre. Ele ameaça atirar. “Fuzil!”, grita um policial. O bandido cruza de um beco para o outro e some. Perto dali, no vaivém de motos, outro grupo de homens se esconde na escuridão. Todos tentem enxergar a movimentação na torre.

O rap no último volume ecoa entre os barracos às 2h15, ignorando a maioria trabalhadora que precisa acordar cedo para mais um dia de batente. Enquanto isso, os viciados não param de chegar. O taxista estaciona o carro ao lado de outros quatro que estão parados. Vai à boca de fumo, compra e volta. Os demais ficam. O ‘ponto’ é movimentado.

Por dentro da sede da futura Cidade da Polícia, há marcas de bala por toda parte. Até no vidro duplo colocado numa sala. Sinal de que aquela área, pelo menos por enquanto, ainda é dos bandidos.

Proposta é transformar a região

A nova sede das delegacias especializadas da Polícia Civil terá o visual de um ‘shopping’, como definiu em fevereiro o presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), Ícaro Moreno. Orçada em R$ 40,8 milhões, a área terá quiosques, quadra de esportes e praça de alimentação. A licitação está marcada para 10 de março e vencerá a disputa quem apresentar o menor preço. Um empréstimo do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai bancar o empreendimento, que começa a ser erguido em abril para inauguração em outubro.



Por enquanto, o local está sujo e abandonado. Poucos pontos têm iluminação e não há água potável. “Ficamos 24 horas aqui dentro sem poder tomar um banho. Há mosquitos por toda parte e o lugar é um breu”, reclamou um agente.

TRÊS MIL NO LOCAL

No local funcionava uma gráfica da Souza Cruz. De todas as unidades especializadas da Civil, apenas a Especial de Apoio ao Turista (Deat) e a Divisão Antissequestro (DAS) não serão transferidas. Mais de três mil servidores deverão trabalhar na Cidade da Polícia. Apesar de ter inaugurado recentemente uma sede na Barra da Tijuca, a Divisão de Homicídios também é contemplada com um espaço, conforme a planta de obras da Emop.

Em outra etapa da obra, um grande estacionamento será montado em terreno da Light ao lado do complexo de delegacias. Haverá 600 vagas para viaturas, 642 para funcionários, 83 para visitantes e 10 para veículos apreendidos em operações policiais. A área também contará com espaço para pouso de helicópteros.

O projeto da Emop, já publicado no Diário Oficial, estabelece prazo de 210 dias para o vencedor da licitação concluir a obra. Boa parte da estrutura está pronta, mas é preciso uma grande limpeza e muitos reparos: “O problema é que muitos policiais sujaram as coisas aqui. E até computadores e aparelhos de ar-condicionado sumiram”, denuncia outro.


Por Leslie Leitão

Fonte O Dia

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

OAB: UPP derruba mito de que quem vive em favela protege traficantes


OAB: UPP derruba mito de que quem vive em favela protege traficantes


Por Claudio Motta


RIO, 22 de fevereiro de 2010 - A grande aceitação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) entre moradores de favelas derruba o mito de que as comunidades preferiam bandidos a policiais, segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio, Wadih Damous. Ele cita pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), publicada neste domingo no GLOBO. Nela, 70% dos moradores de comunidades não atendidas por UPPs são favoráveis ao projeto. E 93% dos que vivem em locais pacificados consideram a comunidade muito segura ou segura.

- A grande maioria dos moradores de favela sempre foi vítima dos traficantes, não aliada. Se acobertava essa ou aquela ação criminosa foi mais por medo do que simpatia - disse Wadih.

A pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) da Universidade Cândido Mendes, Silvia Ramos, diz que em pouco tempo as UPPs conseguiram reverter um ódio mútuo entre policiais e moradores de comunidades.

- É surpreendente que em áreas nas quais há mais de 20 anos os moradores preferiam bandidos à polícia, em poucos meses a UPP está mudando rapidamente as relações. A pesquisa confirma que as UPPs são esta espécie de ovo de Colombo: quando a polícia respeita os moradores, eles respeitam a polícia e gostam dela. A aceitação na classe média não deve ser nada diferente. A UPP produziu uma mudança de expectativa na sociedade - disse Sílvia.

A pesquisadora ressalta que há duas polícias na mesma instituição: a velha, a que mais mata no mundo, cujo policial entra no morro chamando mulheres de vagabundas; e outra, na qual a primeira coisa que o policial faz é respeitar todo mundo.

O modelo de ocupação dos morros, no entanto, não pode ser exclusivamente policial, ressalta o presidente da OAB. A garantia da paz, de acordo com Wadih, deve ser acompanhada da ocupação de cidadania:

" Moradores da favela querem o que qualquer ser humano deseja, cidadania "

- O grande erro da polícia eram as invasões em que exterminavam quem aparecesse pela frente, bandido ou morador, e depois iam embora. Moradores da favela querem o que qualquer ser humano deseja, cidadania. Saúde, educação, saneamento e seus direitos garantidos.


Fonte: O Globo Online

Foto: O Globo Online

Suderj terá que indenizar torcedores impedidos de entrarem no Maracanã devido a tumulto

Foto Estadão

A Suderj foi condenada a pagar indenização, por danos morais, de R$ 4 mil a dois torcedores que foram impedidos de assistir a um jogo no Maracanã devido ao tumulto na entrada. A decisão é dos desembargadores da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

Os autores da ação, Soraya Chycko e Marcos Vinícius Corso, haviam comprado ingressos antecipados para assistir a final da decisão do Campeonato Carioca de 2008, disputada entre Flamengo e Botafogo, sendo que Soraya mora em Florianópolis e veio ao Rio só para assistir a partida. No entanto, os dois ficaram do lado de fora do estádio por causa da confusão nos portões de entrada.

Segundo o relator do processo, desembargador Cleber Ghelfenstein, compete a Suderj oferecer aos torcedores a segurança e a organização necessárias ao evento. “Em um jogo de futebol, em que um torcedor paga para assistir uma partida, ele tem o direito de ser bem recebido no estádio. É justa a sua expectativa de que conseguirá ingressar no estádio onde estará protegido, seguro e poderá assistir a tão desejada partida de futebol”, ressalta o magistrado.

Na primeira instância, a ré foi condenada a pagar R$ 5 mil a Soraya e R$ 3 mil a Marcos Vinicius. A Suderj recorreu e os desembargadores decidiram reduzir pela metade o valor das indenizações por considerarem os mesmos excessivos.


Nº do processo: 2009.001.64100

Fonte: TJRJ

Botafogo Bicampeão da Taça Guanabara em 2010. Crônica: "O passo do Botafogo"


O passo do Botafogo


Por Fernando Calazans


Festa mais do que bonita do Botafogo, no Maracanã, com a vitória de 2 a 0 sobre o Vasco e a conquista, pela segunda vez seguida, da Taça GB. Vitória mais do que bonita porque mais do que merecida. Apesar do (aparente) domínio do Vasco e de sua vantagem na posse de bola. Foram apenas aparências. Assim como na vitória sobre o Flamengo, o Botafogo foi mais efetivo e mais perigoso.

Em todo o jogo, as oportunidades de gol criadas pelo Botafogo, ainda que poucas, foram muito mais nítidas e mais bem finalizadas do que as do Vasco.

Foram bonitas a vitória e a conquista do Botafogo, nas palavras finais do técnico Joel Santana e de Leandro Guerreiro. Joel dedicou seu trabalho e seu êxito ao grande Nílton Santos, ícone e ídolo do Botafogo, que o recebeu de braços abertos.

Leandro Guerreiro resumiu a campanha do Botafogo em três palavras: humildade, dedicação e respeito.

Parece clichê, parece lugarcomum, mas só parece.

Respeito (pelos adversários), dedicação (ao próprio clube) e humildade (em si mesmo) são coisas cada vez mais raras no futebol dos gladiadores e dos comandantes.

E foram elas, as palavrinhas de Leandro, que caracterizaram o Botafogo depois da chegada de Joel Santana.

Lembrar, hoje, as limitações técnicas e qualitativas deste elenco é pobreza de espírito. Não é novidade para ninguém.

O importante é o Botafogo mostrar e comprovar que, com a experiência e a orientação de Joel Santana, pode dar os passos para a sua real recuperação — como time e como clube. Já deu o primeiro.

E que os torcedores do Botafogo — que são aqueles que menos acreditam no Botafogo — troquem essa mentalidade (a mentalidade do chororô) por uma ideia de grandeza que o clube merece por seu passado e por sua história.

O primeiro tempo, com grande movimentação e alta velocidade, foi uma chatice só, mostrando que futebol só com velocidade e movimentação, não tem graça alguma. Pouquíssima criatividade, pouquíssimas jogadas de área. Domínio das ações pelo Vasco, e, no entanto, oportunidades maiores para o Botafogo.

Panorama que se acentuou no segundo tempo, agora com mais poder ofensivo, e que confirmou a capacidade de decisão do Botafogo, já demonstrada na vitória sobre o Flamengo.

Aos 25 minutos, o bom goleiro vascaíno Fernando Prass, que já tinha salvado o gol num chute à queimaroupa de Herrera, ficou indeciso na saída do gol, e o zagueiro Fábio Ferreira marcou de cabeça o primeiro do Botafogo.

Foi o bastante para alguns jogadores do Vasco — em jogo tão decente e de poucas faltas como era até ali — mostrarem a sua face de brucutus. A começar pelo desqualificado Nílton e sua entrada criminosa em Caio. Foi muito bem expulso, assim como Titi pouco depois, ao cometer pênalti em Loco Abreu. Este mesmo bateu e fez 2 a 0. Fernando, que já cometera um pênalti não marcado em Abreu no primeiro tempo, foi outro que abusou da violência, mostrando que não sabe perder (e provavelmente não sabe ganhar).

Com dois gols e dois homens a mais, o Botafogo passou os últimos minutos cantando a vitória. Em menos de uma semana, quartafeira e domingo, ganhou do Flamengo e do Vasco.

Discutir o quê?

Por causa de uma estreia na próxima quarta-feira, na Copa Libertadores da América, imaginem só, o Corinthians não pôde escalar seu time principal no jogo de sábado com o Rio Branco pelo Campeonato Paulista.

Ou seja: quatro dias antes.

Resultado, o empatezinho de 0 a 0.

É isso, hoje em dia, que se chama de profissionalismo no futebol. E é exatamente em nome dele — profissionalismo — que essas atitudes são tomadas. Faz parte da “estratégia”.

Faz parte do “planejamento”.

Faz parte da “prioridade”. Tudo isso é retrato do tecnicismo exacerbado que contaminou o outrora franco, natural e espontâneo futebol brasileiro. Taí a palavrinha que considero mais adequada: tecnicismo no lugar de profissionalismo.

Quer dizer: o jogador de futebol — futebol profissional, registre-se — não pode entrar em campo para jogar futebol num dia e entrar em campo para jogar futebol quatro dias depois. Logo na era da preparação física.

O Corinthians, no caso, é apenas o exemplo de um fim de semana. Aconteceu com ele, clube paulista, acontece, quase o ano inteiro, com clube mineiro, carioca, gaúcho ou baiano.


Fonte: Jornal O Globo, p. 2, de 22 de fevereiro de 2010.

Um morto e 17 feridos: torcida organizada ou organização para o crime?


Foto de torcedor palmeirense ameaçando outro torcedor durante comemoração de gol. Sabe quem é? Denuncie.

Brigas entre torcedores deixam um morto e 17 feridos em SP


Polícia registrou pelo menos seis confrontos no estado.


Palmeiras e São Paulo jogaram na tarde de domingo na capital.

A Polícia Militar registrou pelo menos seis brigas entre torcedores do Palmeiras e do São Paulo no domingo (22) em São Paulo, que deixaram um torcedor morto e 17 feridos. Os dois times se enfrentaram no Palestra Itália no fim da tarde. O caso mais grave foi registrado em Jundiaí, a 58 km da capital paulista, onde além da morte de um homem, outros 12 ficaram feridos. Outras quatro brigas foram registradas na capital e uma em Santo André, no ABC. Ninguém foi preso.


Em Jundiaí, quatro pessoas foram baleadas - sendo que uma delas morreu – e outras nove foram feridas por armas brancas. O confronto aconteceu na altura do km 59 da Rodovia dos Bandeirantes. Segundo funcionários de um posto de serviços que fica no local, é a segunda vez que torcidas se enfrentam na área.

De acordo com a polícia, dois ônibus com integrantes da torcida Independente, do São Paulo, pararam em um posto de gasolina onde estavam estacionados dois ônibus e duas vans da Mancha Verde, torcida do Palmeiras. Os torcedores se enfrentaram com paus, pedras, canos de ferro e tiros foram disparados. Uma das vítimas perdeu a mão com uma bomba caseira.


Relembre as cenas do quebra-quebra no Couto Pereira:


Segundo os policiais, os torcedores envolvidos na briga são de Rio Claro, Limeira e Campinas. A rodovia ficou interditada por mais de uma hora para o resgate dos feridos. Os policiais apreenderam diversos objetos usados no confronto.

Três das vítimas que foram baleadas seguem internadas em observação, mas não correm risco de morte. Os outros nove feridos já foram liberados.

Capital

Antes mesmo de o jogo começar, os torcedores já estavam se enfrentando na capital paulista. Na estação de trens de Santo André, eles se enfrentaram com paus e barras de ferro. Todos os torcedores presos foram liberados no mesmo dia.

Ao lado do Palestra Itália, as provocações começaram dos dois lados. O mando de jogo foi do Palmeiras, por isso a maior parte dos ingressos foi destinada aos torcedores do time. Isso não impediu que as torcidas se enfrentassem antes e durante o jogo.

Palmeirenses atiraram pedras contra os torcedores do São Paulo. A polícia se apressa para tentar evitar o conflito. Só um tiro com bala de borracha acalma a situação. A torcida do São Paulo teve que chegar com escolta do batalhão de choque.

Durante o jogo, parte das torcidas que ficou do lado de fora voltou a se agredir. No total, quatro torcedores ficaram feridos. Um deles teve uma parada cardíaca e precisou ser reanimado na calçada. Dois dos feridos estão em estado grave – um no Hospital das Clínicas e outro na Santa Casa de Misericórdia.

No Itaim Paulista, na Zona Leste, a confusão entre torcedores levou 57 pessoas para a delegacia. Todas foram liberadas. Na Brasilândia, Zona Norte, uma pessoa ficou ferida em um conflito.

Histórico

Em maio de 2009, uma briga entre torcedores do São Paulo e do Palmeiras deixou 20 pessoas feridas na Zona Sul da capital paulista. Em junho, um confronto entre torcedores do Corinthians e do Vasco acabou em morte. Um rapaz de 28 anos morreu antes do jogo entre os dois times no Pacaembu.

Outras oito pessoas ficaram feridas. Três ônibus que traziam vascaínos do Rio de Janeiro e vinham pela Marginal Tietê encontraram um ônibus e cinco carros de torcedores do Corinthians. Todos desceram e começaram a brigar.


Fonte: G1 e Bom Dia SP

Nota do Blog: Já passou da hora de ser feita uma investigação profunda e em todas as unidades federativas que são marcadas pelas verdadeiras associações criminosas em que se tornaram algumas das chamadas "torcidas organizadas". A Vida é mais importante que o patrimônio. Temos meios eficazes, tais como escutas autorizadas, quebra de sigilo telefônico e telemático, assim como bancário. O que falta? Vontade política ou a morte do filho de alguma celebridade ou figurão da política para que se comece a agir efetivamente? A PM não tem culpa. Não investiga. Não é policia judiciária. Com a palavra, o Ministério Público.

Homofobia desmascarada. Beijar não é crime


Meninas se beijam em bloco no Rio e acabam na delegacia


Confusão aconteceu durante desfile na Zona Sul.


'Meu beijo não tinha nada de agressivo', defendeu-se uma das jovens.

Um beijo entre duas jovens de 17 e 18 anos provocou confusão durante o desfile de um bloco de carnaval na tarde deste sábado (20), no bairro do Leblon, Zona Sul do Rio. No empurra-empurra, um policial foi atropelado e quebrou o pé. Além disso, dois rapazes foram presos, acusados de agressão. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).


A denúncia foi feita por um homem de 50 anos e movimentou várias guarnições policiais. Com a chegada dos PMs, houve revolta de outros participantes do bloco, que defendiam o direito das moças se beijarem.

“Ele disse que viu duas moças se beijando e pensou que uma era menor de idade. Ele achou que nesse caso seria errado uma menor de idade beijando outra maior de idade. Mas, pelas testemunhas, se verificou que não houve nenhuma corrupção de menores”, avalia o delegado Gustavo Valentini.

A mais velha, que preferiu não se identificar, acha que foi vítima de discriminação sexual. “O meu beijo não tinha nada de agressivo, é um beijo como qualquer outro beijo de carnaval, uma coisa que acontece. Não precisava ter causado a confusão que causou”, defendeu-se.

As jovens beijoqueiras foram liberadas, com a garantia do delegado de que beijar não é crime. “Se não houve corrupção de menores, ou violência ou grave ameaça, não é crime”.

Fontes: G1, no Rio, com informações do Fantástico.

Nota do Blog: Evidentemente nada seria considerado "anormal", pelo ilustre senhor denunciante, se o beijo "flagrado" fosse entre um jovem de 18 anos e uma jovem de 17 ou mesmo de 15 anos. O que motivou foi homofobia mesmo. Não adianta tentar disfarçar.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Rio que não queremos: PMs presos por tortura, roubo e morte


PMs presos por tortura, roubo e morte


Dois soldados e dois cabos são acusados de sequestrar dois rapazes na Penha e matar um deles, que era caixa de farmácia

Rio, 20 de fevereiro de 2010 - Indiciados por tortura, roubo e morte do caixa de farmácia Marcílio de Souza Silva, quatro policiais tiveram as prisões temporárias decretadas ontem. Os cabos André da Silva Sá e Rogério Conde de Oliveira e os soldados Eduardo José da Silva Valentim e Francisco Emanuel Borges dos Santos — todos do 16º BPM (Olaria) — depuseram na 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) e na Divisão de Homicídios (DH). Eles negaram os crimes.

Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Três dos policiais acusados chegam para prestar depoimento na Divisão de Homicídios da Polícia Civil | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

As prisões foram decretadas pela juíza do plantão judiciário, Gisele Guida de Faria. Marcílio e o primo, que sobreviveu, haviam saído de moto da Vila Cruzeiro, na Penha, quando foram abordados pelos PMs, quarta-feira à noite. Eles teriam sido levados a Parada de Lucas, onde o primo afirma ter sido extorquido, roubado e alvo de tiros. Ele escapou ao pular muro da linha férrea.

Os acusados teriam contado informalmente que abordaram os jovens em Lucas. Como os rapazes eram moradores da Cidade de Deus, onde atua facção rival, os PMs chamaram um colega do 15º BPM (Caxias) que já trabalhou em Jacarepaguá. O policial disse não conhecer os rapazes. Os cabos e soldados presos afirmaram que teriam liberado a dupla e que só souberam da morte de Marcílio no dia seguinte.

Mas o GPS de uma das duas patrulhas verificadas mostrou que, às 21h, o veículo passou pelo local onde o corpo de Marcílio foi encontrado, na Rua Guarupá, na Penha. A vítima estava amarrada com corda sintética, em posição fetal e com dois tiros na cabeça. Dois projéteis foram arrecadados no corpo.

Um dos policiais foi preso em casa e os outros se apresentaram ao comando da corporação. Eles chegaram à DH por volta das 19h. Eles foram reconhecidos pela testemunha por fotos. “A vítima não teve dúvidas”, disse o delegado Felipe Ettore, ressaltando que os jovens teriam ficado cerca de uma hora em poder dos PMs, levando chutes e tapas nos rostos

“Estamos verificando a questão militar e o crime contra a vida será apurado pela Polícia Civil. As armas (duas pistolas calibre 40 da PM e duas pistolas particulares) já foram apreendidas para exame. Se comprovado o envolvimento, nos causa grande indignação. Irão a conselho disciplinar e até exclusão”, disse o corregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes. “Caso seja provado, é uma atitude que causa indignação e revolta dentro da corporação. A PM não pode compactuar com erros”, afirmou o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte.

Jovem que conseguiu escapar relata agressões

O primo de Marcílio contou à polícia que os PMs teriam agido com brutalidade. “Deram tapas no rosto, revistaram e tiraram nosso dinheiro, celulares e documentos. Na divisa de Vigário Geral com Caxias, os PMs encontraram uma patrulha do 15º BPM e perguntaram se eles sabiam se havia alguma coisa contra nós. Mas os outros policiais responderam que não”, disse o sobrevivente.

Há informações de que a dupla teria ido à Vila Cruzeiro para se desculpar com traficantes da Cidade de Deus refugiados. O motivo seria a briga entre a mulher de um dos rapazes com a namorada de um bandido, que teria ficado machucada.

O enterro de Marcílio será hoje no Cemitério da Pechincha, em Jacarepaguá. Ele tinha uma passagem na polícia por lesão corporal. Dos quatro PMs, apenas um prestou depoimento na DH. Os outros disseram que só falarão em juízo. Eles ficarão presos no Batalhão Especial Prisional (BEP).

Reportagem de Bartolomeu Brito, Maria Inês Magalhães e Vania Cunha

Fonte O Dia Online

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